Em 1867 (ou 1868) veio ao mundo Bárbara Estevam (ou Esteves) da Cruz uma indía Guarani, minha bisavó materna. Da aldeia  foi para a capital, São Paulo, adotada aos 3 anos de idade pela família bandeirante Siqueira Bueno e passou a viver na casa como parte integrante da família.

Aos 15 anos engravidou de um jovem Siqueira Bueno. Para manter a honra, a família arranjou um casamento com Manoel Florentino da Cruz, um ex-escravo alforriado, que veio do Rio de Janeiro. Ele assumiu a paternidade da menina que nasceu em 1883.
Do seu casamento com Manoel Florentino da Cruz nasceram 6 filhos, dentre os quais meu avô materno, José Oscar da Cruz.

Conta-se que Manoel Florentino da Cruz, meu bisavô materno, na verdade, já tinha família no Rio de Janeiro com o sobrenome Neiva. Vindo para São Paulo para casar com minha bisavó já grávida de um jovem branco, mudou o sobrenome para Cruz e assumiu a nova família. Recebendo algumas propriedades que foram doadas pela família Siqueira Bueno para ele e a  noiva Bárbara, tão querida escrava índia.