Prosa

Prosa

"Sinto-me como uma tartaruga, diversa, esférica e simultânea, onde as portinhas (segmentos do casco), quando abertas, podem experimentar, ao se exporem, expressões múltiplas, envolvidas pelo Céu e pela Terra."

"Histórias que vivi e ouvi junto ao povo Nambiquara, entre 1985 e 1987. Já faz alguns anos que carrego um montão de histórias sobre e dos índios Nambiquara. E sempre fui mostrando por aí, contando para um e para outro, tentando sensibilizar as almas urbanas para a sabedoria que estas histórias poderiam despertar em nós, abrindo nosso espirito para aprender, respeitar e conviver com o que é diferente.

Assim, eu, que sempre trabalhei contando histórias através do teatro, da dança, do cinema e do radio, virei contadora de histórias, com escola na tradição oral.

Dessa maneira, reunindo saberes e dizeres, anotações, lembranças e invenções cheguei aqui com esse registro.

E como quem conta um conto sempre aumenta um ponto, peço a benção do meu poeta-padrinho Manoel de Barros e licença para fazer saltar da minha história as histórias dos amigos Nambiquara." "ouvir..."

https://sincronicidadexpressao.com.br/album/audio-livro-indio-sabido-sim/

 

"Cantar na floresta. Notas agudas.
Ontem, dia 4 de 4 de 2020, fui à floresta com o berrante Sateré-Maué.
Ele me abriu o caminho no Pai Jatobá.
Depois, a integração entre a natureza e eu foi silente. Fui devagar, bem
protegida, à tarde."... "ler mais..."

https://sincronicidadexpressao.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Dia%CC%81logo-entre-o-Passo-e-o-Sonho.pdf

Julia Pascali registra suas impressões poéticas a partir de frases, emoções e sentimentos fragmentados de personagens do documentário A Palestina Brasileira, de Omar L. de Barros Filho. (...) "ler mais"

https://sincronicidadexpressao.com.br/matria-amada-palestina/

 

Fresta da Cesta

O único que se requer é uma fresta para se estar em festa.

Campo, cidade, luz e muito ar, correndo e movendo a História.

Quando a tarde se vai, vem aquele lugar comum, um não saber fazer nada,

o bocejar sem sono

e o olho distraído pára em qualquer recanto sem reconhecer propriamente,

só para um píccolo repouso, uma fotografia.